NeuroVila estreia debatendo “Quanto tempo de tela é demais?” Dirigido a famílias e a profissionais de outras áreas, o episódio tem a participação de uma mãe, que ajuda a analisar impactos no cérebro em desenvolvimento e caminhos práticos para o dia a dia ao longo da vida.
No dia 10 de março, na próxima terça-feira, às 19h30, um bate-papo online vai marcar o lançamento da primeira temporada do Podcast NeuroVila. Um programa de divulgação científica, ele é voltado ao público não especialista, com foco em temas relacionados ao cérebro, comportamento e desenvolvimento humano ao longo da vida.
O episódio de estreia será “Cérebros Jovens e Telas: como a neurotecnologia ajuda a entender o impacto digital”. Segundo os produtores, o tema traduz a proposta de interesse crescente e que mobiliza tanto famílias com crianças quanto idosos expostos à digitalização acelerada da vida cotidiana.
Iniciativa do INCT NeuroTec-R , que é sediado na Faculdade de Medicina da UFMG, no formato de videocast, serão oito episódios quinzenais, com duração de cerca de 40 minutos, em três blocos. Entre março e junho, sempre às terças-feiras, eles estarão à disposição para ouvir ou baixar nos canais do INCT Neurotec-R no Spotify, no YouTube (@inctneurotecr), e também nas redes sociais e no site do Instituto. (Ainda não tem na Netflix!).
Cada programa vai receber especialistas e um convidado da sociedade. Juntos eles vão analisar evidências e discutir impactos e ações práticas para famílias e profissionais O conjunto dos episódios da primeira temporada se organiza em três frentes: desenvolvimento cerebral na infância, transtornos do desenvolvimento e envelhecimento, com foco em demências.
Além disso, serão abordadas bases biológicas, como inflamação cerebral, assim como os principais avanços em neurotecnologia, como as interfaces cérebro-computador. Porém, de forma clara, sempre atenta ao vocabulário, e com o suporte do convidado não especialista.
Conheça um pouco da temporada neste vídeo (42″)
Apresentado por Ana Paula Lage, NeuroVila sempre terá a participação de um dos coordenadores do Instituto, o psiquiatra Marco Aurélio Romano-Silva ou a pediatra Débora Miranda, professores da UFMG, além de um especialista convidado e um participante que represente a sociedade civil no enfrentamento daquela condição ou doença.
A presença de convidados que vivenciam os assuntos tratados no seu dia a dia integra o compromisso de ampliar o diálogo para além da universidade. Ao trazer ciência e experiência cotidiana para o mesmo espaço, NeuroVila busca cumprir o objetivo de democratizar informação qualificada.
Como orientam os princípios da Pesquisa e Inovação Responsáveis, a proposta visa antecipar impactos, incluir diferentes setores da sociedade na conversa, analisar criticamente evidências e compartilhar conhecimento de forma acessível. Com isso, a intenção é contribuir para tomadas de decisão mais conscientes, principalmente as famílias, mas também profissionais de outras áreas e demais cidadãos interessados. E combater a desinformação.
Episódio de estreia é sobre telas
A pergunta que abre a primeira temporada do Podcast NeuroVila, é a que surge em várias famílias: quanto tempo de tela é demais? E o que crianças e idosos têm em comum nos tempos atuais? Cada vez mais, ambos passam horas diante de telas.
Na estreia, Ana Paula Lage conversa com a pediatra e professora da UFMG Débora Marques de Miranda, com a pesquisadora Renata Maria Silva Santos, do Centro de Tecnologia em Medicina Molecular (CTMM), também da Faculdade de Medicina da UFMG (MED), e com Patrícia Carvalho, mãe de uma criança com dificuldades de autorregulação.
Mas, em vez de tratar apenas do cronômetro no controle de horas de uso dessas telas, o programa explora como o uso de dispositivos digitais se relaciona com atenção, autorregulação, cognição e saúde mental, com base em evidências neurocientíficas.
Um projeto que vai além do áudio
Que ninguém se engane: o Projeto NeuroVila é bem maior do que o podcast homônimo. Iniciativa multidisciplinar da UFMG, o projeto promove pesquisas que possam descobrir como o ambiente urbano influencia o cérebro, a saúde mental e, consequentemente, a qualidade de vida.
Para isso busca apoio de diversas áreas, como arquitetura, urbanismo, engenharia, tecnologia, medicina, psicologia, ciência da computação, com a participação da comunidade. Tudo em favor de uma transformação na vida urbana que traga uma vida melhor para os seus moradores.
A iniciativa dialoga com o conceito de cidades inteligentes, e também adota abordagem centrada nas pessoas, com base no conceito de Pesquisa e Inovação Responsáveis, que orienta as ações do INCT NeuroTec-R. Essa abordagem prevê antecipar impactos sociais, envolver diferentes setores desde o início e compartilhar decisões sobre desenvolvimento tecnológico.
O NeuroVila – projeto e podcasts – busca a participação ativa de cidadãos, autoridades públicas, empresas e organizações sociais, dividindo responsabilidades na construção de soluções sustentáveis. Especialmente quando envolvem tecnologias que afetam saúde e comportamento ao longo da vida.
A comunicação pública da ciência deixa de ser etapa final e passa a ser ferramenta estratégica. O podcasts, portanto, é um dos instrumentos para promover diálogo, ampliar transparência e incorporar percepções da sociedade em um projeto de longo alcance. Veja abaixo a programação completa:
NeuroVila: Primeira Temporada
Histórias reais e conhecimento, da infância ao envelhecimento